quarta-feira, 9 de junho de 2010

O USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA SALA DE AULA


EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA: NOVAS PERSPECTIVAS



Quando falamos em tecnologia, logo pensamos em todos os aparatos elétricos e eletrônicos que estão a nossa disposição nos dias atuais; mas esquecemos que todos os artefatos que foram elaborados e construídos para ajudar a superar as limitações do homem, são tecnologias.

Partindo deste pressuposto, livros, calças, meias, canetas, lápis, ... fazem parte do acervo tecnológico, assim como televisão, giz, celulares, computadores, DVD, câmeras digitais. A diferença é que estes últimos são recursos mais avançados, o que de certa forma, nos comprova que na atualidade vivemos um período de intensa produção tecnológica.

Entretanto, até que ponto esta produção tecnológica intensa é positiva para o homem? Neste arsenal de informações, será que a escola está sabendo aproveitá-la em benefício de uma Educação de qualidade?

Bem, acredito que para responder a estas questões é interessante abordarmos um ponto fundamental: a diferença entre informação e __conhecimento__.

Ter acesso e obter informações não é sinônimo de ter conhecimento. A disponibilidade de livros, jornais, revistas, documentários e até mesmo a Internet, garantem o acesso a informação; não ao conhecimento. Uma informação não se transforma em conhecimento de forma imediata, é preciso que o indivíduo compreenda-a, interprete-a e estabeleça um sentido para a mesma.



É preciso que as informações sejam trabalhadas conjuntamente em várias situações de aprendizagem, de modo que o aluno possa estabelecer relações, comparar, diferenciar, experimentar, analisar, atribuir significado e sistematizar os conceitos envolvidos num processo contínuo de (re) construção do conhecimento (piaget, 1977).



Piaget nos fala do conhecimento como um processo de adaptação através do equilíbrio constante da acomodação e da assimilação das estruturas de interação do sujeito com o objeto e do objeto com o sujeito.

A Educação não pode estar a mercê de tudo o que a tecnologia de informação e comunicação pode nos oferecer; entretanto de nada nos adianta contemplar nossas escolas com laboratórios de informática se não existir uma proposta pedagógica que contemple uma prática inovadora de fato. A escola é lugar de mudanças não apenas de transmissão e preservação da cultura; neste aspecto os laboratórios sugerem mudanças, mas logicamente também propiciam desafios: temos novos espaços e materiais diferenciados que provocam dúvidas, incertezas quanto às práticas: Como ensinar e aprender?

É sabido que através da Internet temos um vasto campo de informações que podem ser abordados pela quantidade ou por especificidades, a escolha dependerá de alguns requisitos: objetivos do professor, características dos alunos, condições físicas do ambiente informatizado, disponibilidade de tempo para a disciplina e/ou para a turma, além do estímulo o processo de aprendizagem dinamizando suas atividades em torno do Laboratório de Informática.